segunda-feira, 11 de julho de 2011

Plinc Plinc

As roupas estendidas sobre o assoalho úmido e gelado o plinc plic das gotas de chuva insistentes na janela e as árvores dançando delicadamente ao vento. Olhando para o teto aonde avia uma enorme goteira me enrolei sobre o cobertor me virei para ele - meus dedos se enrolaram sobre seus cabelos desgrenhados cor de bronze.

- Acho que...

- Acha que o que? - seus olhos calmos me olhavam atentamente.

- eu ainda não sei o que é amor.

O plinc plinc, a chuva não parava

- amor... - ele riu - acho que a gente só sente o amor.

Fiquei maluca.

- Imagina, um dia o amor me encontra e me leva. - Perguntei se tinha como fazer algo pra isso não acontecer, então foi ai que gelei com a resposta:

- Não tem como! - sua expressão mudou.

O plinc plic continuava. Com um silêncio me virei para o teto e soltei seus cabelos - ele ainda me olhava atentamente.

- Acho que...

Ele me abraçou e colocou seu delicado dedo sobre meus lábios tentando me "calar", me acomodei em seus braços e dormimos novamente com o repetitivo plinc plinc.




sexta-feira, 8 de julho de 2011

Sentimento sem Nome

Sentimentos. Eu sempre fui um pouco desprovida deles. Eles não me fazem bem, e eu ao menos tenho paciência para sentilos. Eles pertubam minha mente andando para lá e para cá, de um lado para o outro, e eu, na verdade nunca sei o que estou sentindo. As vezes tenho a sensação de que eles adoram me ver confusa, confesso que, isso me irrita. Mas o sentimento mais pertubador que existe é o sem nome. Ah sim, ele é o pior de todos, você nunca sabe se realmente gosta, ama, detesta ou odeia. Prefiro deixar eles guardadinhos, nunca velos, nunca escutalos e muito menos sentilos.