- Acho que...
- Acha que o que? - seus olhos calmos me olhavam atentamente.
- eu ainda não sei o que é amor.
O plinc plinc, a chuva não parava
- amor... - ele riu - acho que a gente só sente o amor.
Fiquei maluca.
- Imagina, um dia o amor me encontra e me leva. - Perguntei se tinha como fazer algo pra isso não acontecer, então foi ai que gelei com a resposta:
- Não tem como! - sua expressão mudou.
O plinc plic continuava. Com um silêncio me virei para o teto e soltei seus cabelos - ele ainda me olhava atentamente.
- Acho que...
Ele me abraçou e colocou seu delicado dedo sobre meus lábios tentando me "calar", me acomodei em seus braços e dormimos novamente com o repetitivo plinc plinc.
